quarta-feira, 8 de julho de 2015

#PARTIU

A quem interessar possa, queria dizer que talvez minhas aparições por aqui sejam cada vez mais escassas... ainda mais. Fui para um outro ambiente... lá ninguém sabe quem eu sou, e eu prefiro assim. Aqui existirá para sempre, fez parte de mim... ainda seria estranho se todos pensassem como eu... agora acrescentei alguns pontos... Até mais. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Here I am waiting to hold you

Estar caminhando, sabendo para onde vai, é algo que se acostuma... Nunca lidei muito bem com mudanças de rotas... ao menos não as inesperadas. Mas a vida tem dessas coisas. Você simplesmente se perde, acredita andar para um caminho lógico e pré-definido, e de um momento para o outro, tudo o que você sabe é que você não queria estar onde está. É aí que você se pergunta por que está lá? O que fez errado, já que você realmente acreditou que estava seguindo fielmente o mapa da felicidade?
As mudanças foram repentinas, assustadoras e esquisitas. Perder alguém que te fez ser quem você é. Se acostumar a vê-la somente na memória e no céu. Procurá-la dentro de si, já que é o único lugar em que pode encontrá-la. Decidir que aquilo que você pensou que seria a linha da sua vida... por mais que você tenha muita certeza disso ainda, você não entende porque não quer... sem explicação... você só quer tentar algo diferente, algo que supra um sentimento que não era suprido desde então... Explicação? Você não sabe dar... você mesmo se pergunta... mas não tem... simplesmente não tem. E então você tenta viver isso. Viver o que você acha que lhe faltava. E é incrível! É apaixonante... e estranho... e quente... e frio de uma hora para outra... e você se aquece novamente... e congela. Com esse congelar, você passa a enxergar a vida menos doce... e a perceber que o frio só chegou porque você cresceu... de todos os jeitos... hoje você está por si... por mais que haja alguém que sempre cuidou de você ainda tentando fazer isso... e você deixa... deixa porque é a única certeza que você tem em vida. Nenhuma mais.
Você sente e sofre. Você sofre e sorri. Você sorri e continua. E continua e sente. E sente e sofre. E sofre e sorri. E sorri e continua. Continuando o ciclo de continuar.
Sem certeza de si, de seu coração... Apenas alguém quebrada tentando ser feliz. E você não foi quebrada somente pelos outros, mas por si também. E não entende o porque. Apenas continua. Compreensão não existe mais, Existe continuar. E existir. Existir.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Aguardando

Abri o armário agora. Decidi tirar para levar embora o que me interessava. Casaco ali, casaco acolá. Revirando tudo, encontrei algo incessante. Encontrei um terno.
Esse terno, fiquei pensando e relembrando, não é usado a mais de 10 anos. Então, por que é que ele está lá? Por que é que se tem guardado um terno por mais de 10 anos? Para datas importantes, é claro. Mas, agora, no fim da vida, alguém vai se preocupar com data comemorativa? Não houve nenhuma por todo esse tempo...
Enxerguei então, que esta tal data que tanto este terno espera não é outra se não a morte. Sim, este terno espera o túmulo, ou, no caso de nossa família, o crematório. Ele vislumbra o caixão, as flores em volta, os olhares chorosos e as lembranças dos entes queridos.
Dói imaginar que a próxima vez que verei este terno vestido é quando for me despedir para sempre de alguém que amo e admiro tanto. Este terno, que foi motivo de tantos olhares e respeito, será a vestimenta que levará este alguém para sua eternidade.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Close Up

Tão de perto. Movimenta a boca. Movimenta. Canta. Canta. Canta que lhe escuto de longe. Canta que teu rosto fica bonito assim. E ele me faz viajar. Me faz reviver também.  Não sei para onde. Mas faz. Então canta. Canta que eu tento prestar atenção na letra. E se eu não conseguir, eu crio outra em minha mente. Alguma que combine mais com tudo isso.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Eye Of The Needle

Cansei de ouvir músicas que me dizem "Quero lhe segurar... aguentarei firme...". Será que alguém vale realmente tudo isso...? Talvez eu esteja descrente, ou talvez eu tenha caído na real. Mas na situação que me encontro agora, lhe peço: Vá embora! Eu não lhe segurarei. Ter outras vidas não é um problema para mim, até porque eu não quero a sua para mim. Nem parte. Nem nada que me remeta a ela. Eu posso ser dura, eu sei, mas, meu bem, eu não acredito em algo real e verdadeiro. Não vindo de você. Não espero nada de ninguém. O buraco de agulha está pequeno e cabe apenas uma pessoa ao meu lado... e eu escolho ninguém. Mais espaço para mim. Fim.

A cama

Talvez seja da natureza humana querer sofrer. Talvez, não... sabemos que sim. Vivenciar algo diferente, algo estranho aos olhos de alguém que teve tantas outras vivências diferentes dessas. É interessante, excitante e intrigante. Traz bons pensamentos, boas ideias, e, mais que isso, experiência... note que esta última eu não disse "boa", e isto foi de propósito, pois nem sempre são. Mas, como dizem, toda experiência é válida.
Contudo, mais que ter essa sensação de despertar, é saber, definitivamente estar ciente, que tudo possui um tempo bem curto... não porque o universo quer, mas sim porque nós mesmos sentimos essa necessidade. A necessidade de não se apegar, não se acalmar, não se sentir em casa é extremamente importante para que saibamos que o único lugar que nos acolhe é nossa cama. Nossa. A de outros acolherão... e até parecerá que acolhe mais que a nossa... mas não se engane. Nada lhe quer mais que sua própria cama. Por isso, volte para ela.
Ela estará livre de felicidades, raivas, dores ou sorrisos. Ela estará livre de tudo aquilo que você vê quando levanta, quando vive... Ela terá apenas pedaços de você... apenas de você. Porque você é o ponto que mais importa. Você é o protagonista dessa história. Da sua história. AJA! MOVA-SE! SORRIA! E, mais que isso, viva! Viva sem achar que algum lugar, algum colo, é melhor que o seu pedacinho de nuvem... Pois não é. Nunca é.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Sofrimento do "neguinho"

Onde eu moro, há o mesmo número entre negros e brancos eu acho... Ou é próximo. E mesmo assim sou obrigada a ouvir que "algum neguinho" roubou a bolsa de uma senhora (você pensou numa senhora branca, eu sei). E como essa senhora sabe que é um "neguinho"? Por que é o que todos pensariam. Assim como todos pensaram na senhora branca. Assim como eu vejo brancos dentro do prédio e negros na praça.
Assim como eu vejo menino de 10 anos morrer nos morros e as pessoas falarem "um horror... Esse mundo está perdido...". Não está! Não era para estar! Não podemos deixar ele se tornar!
São todos iguais, como ainda não enxergam? Como um policial negro enxerga num outro alguém, também negro, mais perigo que se este fosse branco? Desde quando cor influencia em caráter? Mas entre todos, influencia o medo, o ódio, o PRÉ-conceito. Não há glória quando se vê isso todos os dias.
Não há.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Agradecimentos em movimento

A quatro anos eu falei desesperadamente em uma pizzaria... E você ainda quis sair comigo no fim de semana seguinte. E seguinte. E seguinte. Até hoje. Como aguentou todos esses anos de alguém falando tanto?
Nunca entendi direito. Mas tenho que agradecer, pois foram anos nada solitários, extremamente felizes e muito gratificantes.
Falar do futuro nunca foi meu forte, então... A única coisa do futuro que posso te prometer é que você é um dos poucos amores da minha vida.
Agora preciso descer do ônibus e paro por aqui.

Ser alguém

Saber exatamente o que quer tem se tornado super valorizado, frase esta roubada de alguém por mim. Mas não posso dizer que não é verdade, tenho deixado a vida me levar, seja lá onde ela queira me ver vivendo.
Isso deixou os meus dias mais felizes, menos preocupados e bem mais interessantes. Quero pintar? Pois então eu pinto e pronto! Seja um quadro, meu cabelo ou minha roupa... Até a roupa dos outros (alguém?!).
Ser eu mesma é tão legal, tão bom e menos estressante. Se algo der errado, então eu saberei realmente que é porque estou errada, e não porque tentei fazer a coisa certa sem ser quem eu sou.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Que as amarras se partam

Dentro da vida que nos foi dada hoje, e ao longo de todos esses anos que aqui não estávamos, nos foi ensinado a não e nem mostrarmos nossos sentimentos aqueles que queremos. Nos foi ensinado que assim dói menos. Que assim sofreremos menos. O que talvez não faça muito sentido, pois temos uma vida com tantas incertezas, incluindo o tempo que temos, e, dentre todas essas, queremos colocar certezas em algo tão abstrato?
A proteção que hoje nos impede de amar por anos ou por uma noite, nos faz sofrermos muito mais com a sensação ao longo da vida de nunca termos tentado, que a sensação de expectativas frustradas dentro de nossas vidas.
Nós não somos obrigados a saber tudo o que queremos de nossas vidas, e sofremos por tantas incertezas, não entendendo realmente que essa zona de conforto pré estabelecida por nós é algo que na verdade nunca existiu, e ainda sim insistimos nela para tentarmos lidar melhor com nossas frustrações e desilusões.
Privamos nossos sentimentos, limitamos eles de tamanha forma que a nossa prisão mais profunda e dolorosa é a que criamos dentro de nós. Limitamos a ideia de que existe apenas UM amor dentro de nossas vidas. De que o grande sentimento que temos dentro de nós só pode ser expressado para uma única pessoa e de uma única forma. Isso nos impossibilita de fazermos e de sermos quem realmente queremos... pois nos sentimos traindo aqueles que amamos, e, ao mesmo tempo, estamos traindo nós mesmos.
Talvez utilizemos a palavra amor com certa pressa, e isso se dá, também talvez, porque o medo de ficarmos sozinhos nos apavore mais que qualquer outra coisa... por mais que alguns se digam “livres” dessa amarra que a solidão nos proporciona. Sinceramente, não acredito bem nisso.
Há um sentimento de tristeza dentro de toda a pessoa... por alguém que se foi, por alguém que os fez sofrer... e tudo isso gira em torno do amor que sentimos por essas pessoas... e não conseguimos aceitar, mesmo que seja bem no fundo, a partida e a perda daquelas pessoas. Não aceitamos ficar vulneráveis e perder aqueles que amamos incondicionalmente.
E dentro disso, criamos ódio daqueles que nos impedem de demonstrarmos esse sentimento... que seja a vida, que seja alguém... sentimos como se aquilo ou aquele que nos impediu devesse sofrer tão forte que desejamos mais que a morte, desejamos que essas pessoas não tenham a quem amar. E este é o maior decreto para aqueles que impedem o amor dos outros, que estes não tenham amores verdadeiros.
Pois quando conseguimos perder as amarras e dizer que realmente amamos aquelas várias pessoas que sempre desejamos dizer, não conseguimos mais suportar o fato de que alguém pode nos impedir de fazer isso novamente. Ou até mesmo quando o amor é dito de modo natural, sem pensarmos... não aceitamos algo ou alguém nos impedindo de ficarmos ao lado daqueles que amamos... seja pela distância, por alguém ou pela própria morte.
Dentro de mim, os finais são sempre felizes, e eles devem continuar a serem sempre. Peço àqueles que eu acredito que me permitam ter ao meu lado todos aqueles que eu amo, assim como agradeço a cada dia por eles em minha vida. E espero conseguir cada vez mais dizer que amo aqueles que dentro de mim eu ame, assim como espero também perder o medo de amar. De conhecer. Por mais que haja muito sofrimento dentro do meu coração e isso tenha me impedido de amar mais facilmente, eu consigo dizer claramente que amo. E amo muito. Amo mesmo aqueles que acabei de conhecer, ou aqueles que trombei o olhar e meu coração amoleceu por algum motivo.
Finais felizes necessitam ser praticados. E acho que a ideia de que tristeza é algo que sempre volta, não deva mais ter força... e sim que tudo pode sempre acabar com uma felicidade imensa e sem resquícios de sofrimento.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A retrospectiva desde que eu me perdi

Eu sempre tive um sonho... mas deu errado! E aí eu fui criando outro, e mais outro, e mais outro... até que eu me perdi... Mas sempre estive no comando da minha vida! Nunca deixei alguém achar... COGITAR que eu estava perdida. Nem eu percebi... e eu não sei o que fazer. Simples assim.
Eu me mudei, eu fui para uma cidade grande, eu agora tenho dinheiro, eu agora sei me virar... mas não é do jeito que eu sonhei... lá no início! E aí eu entendo que... talvez esses anos todos, tudo o que eu fiz, foi me afundar nos meus sonhos, e nadar até eles, e consegui-los e... me perder daquele sonho inicial...
Ai, como eu queria que estivéssemos nós 3 aqui... acho que vocês nunca quiseram tanto quanto eu. Acho que nunca amei tanto um sonho como aquele... e nunca consegui superar também. Eu não me importaria em deixar tudo isso para trás... TUDO! Desde que a gente seguisse aqueeeele sonho... tocar em lugares diferentes, em bares, e viver viajando...
Tudo o que vocês têm é realmente mais importante do que tudo aquilo? Realmente acham que aquilo foi um sonho adolescente? Ai, como eu queria que estivéssemos nós 3 aqui... Como é ruim não ter vocês. Como é ruim. 
Se eu tivesse mais uma chance... se eu pudesse fazer música... se eu pudesse tocar com vocês de novo... se eu pudesse ter vocês duas de volta.
Eu tenho ódio do rumo que a vida de nós 3 tomou! Ai como eu tenho... e eu nunca superei. Nunca. Eu nunca perdoei... E há tantos nomes na minha cabeça! Nomes que fizeram uma feridinha sabe? E que por mais triste e feliz que foram aqueles anos, foram os melhores da minha vida.
E hoje ninguém vai me ouvir.

sábado, 7 de dezembro de 2013

O calor lá fora e o frio do meu coração

Imagino que minhas relações estão mais frias. Mas será que é por que eu quero? Não.
Sinto falta de algo além de abraços rápidos, corriqueiros. Sinto falta de poder ficar alguns minutos enlaçada por alguém que aprecio. Almejo tal sensação, almejo o sentimento que tal ação me causa. Preciso de algo que me remeta a relações fortes, duradouras. Preciso de mais que algo, preciso de alguém. Sim, eu sei que as possuo; contudo, me refiro a tais sentimentos próximos de mim.
Saudade. É tudo o que eu sinto.
Eu estou me sentindo nervosa. Explosiva. Uma máquina que pensa apenas na produção, sem preocupar-se com o que isso pode acarretar. Eu realmente estou precisando de alguém ao meu lado. Precisando de um colo, um abraço, um beijo. Uma repreensão de que este meu estilo de vida, viciada em trabalho, não me faz bem. Eu preciso de calma, e a praia não pode me proporcionar isso agora... pois não quero me sentir sozinha.
Sozinha. É isso que me sinto. Um grão de areia junto de outras tantas. Eu as adoro, juro! Mas desejo algumas outras em especial também.
Acho que uma animação me faria bem agora. Ou não. Eu choraria, e não estou com vontade de fazer isso... sozinha. Eu preciso de vocês. Eu sempre precisei. Caso contrário, sou alguém que produz muito, mas ao chegar em casa olha para si mesma e não se reconhece.
Eu procuro a felicidade, mas também procuro fazer aquilo que eu gosto... e eu gosto de muitas coisas. E por este motivo eu produzo demais. Mas ainda assim procuro a felicidade. Eu quero a felicidade. Eu quero a minha família.
Eu estou com saudade. Saudade da minha família. Mãe, pai, irmãos, avós, irmãos de consideração, família postiça. Eu estou com saudade. Eu os amo.
Mas ainda assim estou fria. Fria até demais... preciso de algo que me aqueça. Você pode me aquecer?

domingo, 10 de novembro de 2013

O que pensar antes de partir

Quando colocou a mão em sua própria boca, sabia que aquele seria o ultimo momento que poderia fazer tal fato. Seus dedos estavam dormentes, não somente os de sua mão, mas os de seus pés, em que estes, por sinal, tinham uma temperatura gélida. Observando-se frente ao espelho, aparentava estar mais esbranquiçada, apesar de sua visão estar com pontos pretos, impossibilitando sua visão perfeita.
A imaginação fugia para além de sua compreensão. Lembrava-se dos olhos de várias pessoas, olhos de todos os tipos passavam por sua cabeça, era impressionante. Porém, foi em um em especial que todo aquele emaranhado de vistas cessou.
Dois lábios se tocando, os dela unidos aos dele. Cabelos pelo vento, frente ao mar. Ela sorria. Passava a mão pelas madeixas dele. Era difícil de entender o que ambos sentiam; uma felicidade, um calor. Corriam por toda aquela praia. Complexos. De difícil compreensão. Enquanto ela observava o mar, ele estava de longe a observa-la. Próximo aos seus olhos lhe disse que ninguém conseguiria mostrar à ele alguém mais bonita que ela.
Ela acreditou.
Sua visão estava um tanto quanto opaca, já não se enxergava frente ao espelho. Ficou a refletir rapidamente se aquela que via alí era quem ela gostaria de ser. Chegou a conclusão que não, que em algum momento de sua vida ela se perdeu de si mesma.
Ouvia um leve zumbido de batidas, pensava ser abelhas.
Não conseguia mais se movimentar, estava mole, fria. Começou a escorregar sobre o vaso, não demorou muito para cair no chão. Já deitada, lhe via com uma opacidade ainda mais profunda, era apenas névoa.
Fechou os olhos. Logo, vinha em sua mente a voz que ela tanto amava chamando seu nome. Um breve sorriso ela conseguiu esboçar. Após alí, mais nada.
“Garota se suicida e é encontrada pelo ex-namorado dentro do banheiro após recebimento de sms escrito adeus. ─ Eu gritava o nome dela, e me pareceu que ela estava sorrindo enquanto a chamava...”

domingo, 3 de novembro de 2013

Lembrança guardada

Eu sei que não tenho direito de julgar seu modo de vida. Porém, o que você se tornou? Onde está aquela pessoa que eu conheci?
Eu somente queria tê-la por perto novamente. Não importa como. Você nunca será substituída.
Vinhos baratos, eu sei, dinheiro nunca foi algo que gastávamos, sequer tínhamos. Mas, eu juro, eu queria tudo aquilo novamente. Eu trocaria minha vida de agora, para tê-la ao meu lado.
Eu juro, você faz falta. Você faz falta, garota. Você sempre foi aquela em quem eu me espelhava. Você sempre foi meu semblante mais velho.
Sonho num momento em que riremos todas juntas, em algum lugar em que nunca pensamos estar, e diremos como foi ruim este tempo longe.
Eu juro, você faz falta. Você faz falta, garota. Você sempre foi aquela em quem eu me espelhava. Você sempre foi meu semblante mais velho.
Devo ressaltar o quão eu me lembro dos momentos. Dois anos intensos de musica, segredos e companheirismo. Em todos os lugares estávamos sempre juntas. Todos os lugares sabiam quem éramos. Do que gostávamos. Em que sonhávamos. O que queríamos.
Onde você está agora? Tão pouco. Eu sei, é sua vida. Não devo julga-la. A felicidade é delimitada por quem a sente.
Mas, eu confesso garota, esperava que dominasse todo o mundo. Potencial sempre teve. Sua ideologia contagiaria a todos.
Eu juro, você faz falta. Você faz falta, garota. Você sempre foi aquela em quem eu me espelhava. Você sempre foi meu semblante mais velho.
Onde você está agora? Onde você deveria estar? E por que eu acho que tenho o direito de questionar?

sábado, 12 de outubro de 2013

Não feche seus olhos

Em algum momento de minha vida, você foi aquele no qual eu mais desejava ter por perto. Foi aquele por quem eu viajei para tentar encontra-lo. Foi tudo aquilo que eu não encontrava ao meu lado. I don´t wanna close my eyes, I don´t wanna fall asleep, ´Cause I´d miss you, babe.
E se eu disser à você que esqueci algum momento pelo qual chorei por você, eu estaria mentindo, pois eu lembro exatamente de tudo. Desejava entender em que parte do tempo nós paramos, em que parte da história estacionamos. Gostaria de viver os exatos momentos pelos quais passamos juntos, mesmo que distantes. And I don´t wanna miss a thing, ´Cause even when I dream of you, The sweetest dream will never do, I´d still miss you, babe, And I don´t wanna miss a thing.
Tantos outros houveram depois, porém, foi com você que descobri o que era realmente a felicidade de ouvir apenas alguns minutos de voz, e esperar por uma próxima vez que nem era certo que ocorreria. Talvez nunca tenha discutido tanto com alguém, talvez nunca tenha chorado tanto, e, por consequencia, talvez nunca tenha sentido toda a euforia que sentia pelos nossos momentos. And I just wanna stay with you, In this moment forever, forever and ever.
E muitos pensaram segundas intensões. Talvez até terceiras. E, mal eles sabiam o que era sentir um amor tão forte. Tão forte ao ponto de explodir, e me fazer o que fosse preciso para tê-lo ao meu lado. Meu amigo. Meu melhor amigo. Ninguém nunca saberá o que foi tudo isso. O que é tudo isso. O que é toda essa nossa ligação. Don´t wanna close my eyes, Don´t wanna fall asleep, yeah, I don´t wanna miss a thing.
I don´t wanna miss a thing.
I don´t wanna miss a thing.
I don´t wanna miss a thing...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

And that someone

Espero que se lembre dos momentos em que olhávamos para a lua. Um terreno solitário, o que os antigos diziam ser o local dos casais apaixonados, antes de nós, aquilo era apenas um local escuro. Aquelas árvores ganharam vida ao verem o amor fluir pelas conversas. Aquelas árvores ouviram boas músicas enquanto mostrávamos os nossos gostos um ao outro. Aquelas árvores sentiram o aconchego de um abraço e um beijo doce de amor. Elas não existem mais, mas esse amor sim. Seus olhos, aqueles doces olhos de dois anos atrás. Sim, eles continuam os mesmos. Os mesmos pelo qual me apaixonei. Não diria outra coisa a não ser “Let Them Talk”, porque poucos sabem a felicidade de amar alguém, e esse alguém também te amar. E esse alguém realmente te amar. Lembra-se? Então, por isso, deixe-os falar, pois eles, todos eles, não sabem o que é isso. Os meus dias ao seu lado tornaram-se quente, por saber que aqui também bate o seu coração. E eu te amarei até eu morrer... ao som de Hugh Laurie, eu te amarei até eu morrer, então deixe-os falar, pois poucos sabem o que é amar alguém e esse alguém também te amar. Mas eu sei.

domingo, 16 de junho de 2013

EU SOU BRASILEIRO E PRECISO DE VOCÊ TAMBÉM

EU SOU BRASILEIRO E PRECISO DE VOCÊ TAMBÉM. “De mim?” Sim, de você. Um dia você precisará se locomover, um dia você precisará ir ao pronto socorro, um dia você precisará sair de casa a noite e deixar pessoas em casa, um dia você precisará conversar com alguém.
Você não gosta de divulgar imagens de revolta, discursos políticos... mas isto não é. Eu juro, NÃO É.
Quando você fica no transito a culpa é do excesso de carro, e não é fazendo o revezamento de placa, ou colocando pedágio no centro da cidade (aqui não é como Londres que é projetada para isso), ou aumentando as ruas, que vai resolver. O transporte público é o único que pode ajudar nisso. Mas você sabe que para chegar ao seu trabalho as 8h, de carro, você sai de casa 6:30 ou 7h, que dirá se fosse de transporte publico. Além disso, ele é sujo, estranho e apertado... mas sabe por quê? Porque ele é o reflexo de quem o criou. Pessoas sujas, com interesses que, para você, parecem estranhos e feito em um lugar onde é muito apertado para aqueles que querem fazer algo direito. Entende agora o porquê de tudo isso ser assim?
Seu carro é mais aconchegante porque você não tem um transporte que tem ar condicionado, cadeiras boas, pessoas felizes e, o melhor, sem precisar dirigir. Utopia? Não, realidade em outros lugares. Ar condicionado é uma necessidade, cadeiras para todos é uma necessidade... e pessoas felizes? Consequência. Isso não é demais, é o que deveríamos ter com o que pagamos.
O que é o pronto socorro para você quando você tem plano de saúde? Agora, conte-me mais o que é o seu salário quando você paga o plano de saúde. Você o utiliza, mas o seu bolso dói a cada momento que você faz isso e se lembra do quanto este é necessário. Será que você faz ideia do que é ter problema no coração e não poder ligar para o seu cardiologista e marcar a data que fica melhor para VOCÊ? Não, não faz. Irritamos-nos por aguardarmos 1 mês... eles sofrem calados por aguardar 6 meses, ou até mais.
Seu plano é mais interessante porque você não tem um hospital em que você é atendido rapidamente, o médico lhe diagnostifica e mostra qual a sala para pegar os remédios gratuitamente. Utopia? Não, novamente realidade em outros lugares. Hospital de qualidade é necessidade, médicos bons e de todas as áreas são necessidades... você feliz quando sai de lá? Consequência. Isso não é demais, é o que deveríamos ter com o que pagamos.
Quando você sai de casa a noite e fecha toda a sua casa, liga todos os alarmes e avisa todos os vigias, você se sente seguro? Não. Afinal, não terá ninguém ao seu lado quando alguém lhe parar na rua, atirar em você, te molestar e levar o seu carro. Exagero? Você sabe que não. Desta vez não há ninguém inerte desse problema, apenas uns mais ou menos expostos. Mas isso é natural para você. Não ter o sentimento de que alguém lhe protege, de que alguém está em todo o lugar para lhe proteger (já que é o serviço deste), é comum para todos. Vivemos no faroeste então?
Sua vida com medo é normal porque você não tem uma casa de muro baixo, com uma porta de entrada com apenas uma fechadura, pessoas perambulando pelas ruas para manter a ordem. Utopia? Não, realidade em outros lugares. Seu muro pequeno é uma necessidade, sua casa com um ar de casa e não com ar de forte militar é uma necessidade, trabalhadores ganhando para zelar seu bem estar são uma necessidade... e você feliz? Consequência. Isso não é demais, é o que deveríamos ter com o que pagamos.
O que é as pessoas não sabendo ler, escrever e falar direito quando você estudou nos melhores colégios? Agora conte-me mais o que é o seu salário depois de pagar a sua unidade de ensino. É o seu futuro em jogo, porém, seus lazeres, sua comida e até um possível carro são deixados para a próxima quando você deixa boa parte do que ganha em alguma dessas unidades. Será que passa pela sua cabeça você não ter um professor para as aulas, ou ter um professor de biológicas dando “aula” de humanas porque não há professor suficiente? Não, claro que não. E aqueles que tem esse pseudo ensino também não sabem que passam por isso (raros sabem, por sinal).
Sua falta de dinheiro no mês é normal, porque não tem um ensino de qualidade, com profissionais bem remunerados, estimulados, com capacidade de cuidar de todos os seus problemas acadêmicos. Utopia? Não, outra vez, realidade em outros lugares. Escolas são necessidade, salas pequenas para o bom desempenho são necessidade, professores capacitados são necessidade... e todos sabendo realmente ler e incentivados a estudar? Consequência. Isso não é demais, é o que deveríamos ter com o que pagamos.
Mas então, depois de todo esse sonho de vida... qual o nosso papel nisso? ESTÁ EM TUDO. Trabalharemos, seremos bem remunerados, poderemos comprar e, obviamente, movimentaremos a economia brasileira. Todos, todos mesmo. Precisamos de pessoas trabalhando em todos os setores, e essas pessoas somos nós mesmos. Isso não é utopia, a economia pode melhorar se isso acontecer. A época de assistir a propagandas políticas enganosas já foi.
Votamos, mas aquele que escolhemos não nos representa. Temos que fazer as coisas com as próprias mãos, pois, só assim o governo vai ter de fazer algo. Hoje vivemos em um contexto que já existiu, basta conhecer a época Iluminista em que alguns reis fizeram o “despotismo esclarecido” para tentar manterem-se no poder. Política do pão e circo, despotismo, sociedade de classes, tudo isso ainda existe. Que tal lembrarmos-nos dos três princípios universais? "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité), frase de autoria de Jean-Jacques Rousseau, só assim conseguiremos melhorar e revolucionar o país.

sábado, 1 de junho de 2013

Paradise

É difícil compreender todo esse emaranhado de pensamentos. Mais difícil até de tentar sorrir falsamente a alguém... certo que aprendi a fazer isso facilmente depois de algum tempo, e, digo mais, aprendi com maestria.
Os assuntos estão jogados, assim como tudo em mim. Meus sonhos, meus medos, minhas preocupações, meus problemas, meus deveres, os deveres dos outros que eu tenho que cobrir... juro que tento me manter centrada, mas o mundo conspira contra.
O mundo? Qual é meu mundo? É fato que se a Coreia do Norte entrar em guerra com o resto do mundo será um impacto para mim... mas ela não faz parte realmente do meu mundo. Digo o mesmo sobre o Oriente Médio... a América do Norte... o resto do Brasil. Meu problema, alias, meus problemas são aqui mesmo, no estado que, diga-se de passagem, eu acho o mais legal do meu país... mesmo que ele me cause tantas dores de cabeça. Meu mundo é aqui, e é ele que conspira contra...
Contra o que? Contra tudo. Eu almejo algo simples por esse ano... eu não almejo mais nada... apenas isso. E o que fazem? Alias, o que um "você" em particular faz? Passa por cima de tudo o que sonho e acredito para poder aproveitar o que o real tem para lhe proporcionar. Lhes proporcionar. O "você" talvez seja "vocês". Seja ou Sejam? Conjugo em qual tempo? Sofro em qual momento? Quanto tempo eu tenho?
A ideia flui. Mas que ideia? Qual a matéria que temos para hoje? Algo abstrato. Um texto acabado. Sem conexão. Sem paixão. Minto, paixão tem muita, mas rimou. Não acho que alguém teria o trabalho de ler. Nem eu leria. Nem eu perderia o meu tempo. O que faz alguém se importar com o que outro alguém escreve? "Coisa" mais retrô.
Para quem eu endereço este emaranhado de nada a ver'es? Mas já vou acabar? Não. Não de não sei.
Faz tempo que não paro para escrever. Faz tempo que não paro para ser eu mesma. Faz tempo que não paro para refletir. Por favor, me dê mais tempo. Tempo... Tempo, sr. Tempo, me dê mais de você. Eu preciso. Sofrer calado e, pior, sofrer sabendo que precisa desse sofrimento significa ser recompensada no final? Qual é o final? Existe um feliz para sempre? Se não, ao menos diga que uma felicidade temporária existe... até que eu descubra qual é meu próximo objetivo.
Necessito de liberdade, interminável, inabalável. Ser feliz não é a palavra, pois sou, e muito, mas a liberdade me falta. A liberdade me fascina, me apaixona... ser solitário é a pior consequência, mas de resto... deve ser linda.
Não sei como terminar. Não sei se devo terminar. Mas, uma coisa eu sei, sei que devo me controlar, me guardar, me esconder... para um dia poder voar. Voar com alguém que queira voar comigo. Ou sozinha. Apenas isso. Mas como tudo em minha vida, deixarei para o futuro, pois neste momento não posso fazer isso. Não posso fazer nada. Não posso libertar o meu eu, o meu amor, os meus sentimentos e pensamentos. Até breve, hoje, amanhã, fim do ano, quem sabe.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

New Year

Por favor, me dê inspiração para escrever algo que preste aqui neste segundo dia do ano. Deixei tudo de lado em 2012, ideias, ideologias, amizades, amores, tudo. Peço perdão aqui. Ao som de Zeca Baleiro e aos olhos de Audrey Hepburn digo que sinto falta das minhas ideias que estão a margem das ideias tradicionais. 
Esse jeito diferente, aquele jeito interessante que me levava a sorrir o tempo todo é, posto que voltará, o que me fazia ser eu, e não mais uma imagem fabricada para o público aplaudir. Sinto-me na necessidade de expor tudo o que eu sinto o tempo todo para as pessoas certas, é claro. Posso dizer que deixei de ser explosiva com minhas emoções, minhas ações, meus jeitos e gestos. Isso é bom, pois aprendi a ser controlada... o que é ruim horas algumas. Interessante contar os meus sonhos diferentes e grandes, os quais vou atrás com garras. E posso dizer que foi por isso que deixei de ser eu mesma no ano que passou. Não dizem ser facil, e nem esperava que fosse, mas é dificil ao ponto de deixar de ser eu mesma necessário para poder voltar aos meus conformes.
Sinto o ar entrar em meu corpo, ar de coisa nova, diferente, inesperada! Boa, eu espero ao menos. Desejo a todos e a mim felicidade e saúde. Determinação eu sempre tive, então não preciso desejar isso... mas, já controle... isso eu preciso. Então, este ano novo, vou sorrir para felicidade com a boca inteira, e não apenas meia. Afinal, não quero meu ano meia boca.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Greve dos professores das Universidades Federais

Após a leitura do texto Greve remunerada nas universidades federais do jornal Folha de S.Paulo fiquei realmente incrédula de como algumas pessoas encaram esta greve.
De fato, os professores grevistas estão recebendo pela sua greve e isto é errado, concordo plenamente com este ponto do texto. Contudo, isso não significa que estes professores queiram o aumento de impostos. Isto é um absurdo, pois, com todos os impostos que pagamos, o governo possui total capacidade para um aumento digno.
Além disso, o texto diz que a greve é somente com o intuito de aumento salarial, sendo este um absurdo, pois eles reivindicam três coisas: aumento salarial, melhoria nas condições de trabalho e reformulação do plano de carreira. O governo cedeu teoricamente um aumento de 45%, mas, diferente de como a população está sendo informada, este é para apenas uma ou duas classes de professores (sendo no total 4), e, de acordo com a inflação dos anos, apenas essa classe teria um aumento de mais de 9%, já as outras ficariam em prejuízo com o aumento inflacionário, tendo assim seu salário diminuído.
O texto também diz que, sendo os professores os mais qualificados e de maior graduação educacional perante a sociedade, eles tem total capacidade de sustentar-se por fora, sem pedir sequer aumento ao governo. Este também cita instituições que utilizam verba externa (privada) para melhorar a faculdade, e as elogia por isso. Porém, minha visão sobre este fato é de que, o governo federal é o responsável pela faculdade, seja sua manutenção, ampliação ou/e segurança, não cabendo aos doutores da faculdade recorrer somente a verbas externas para auxiliar a Universidade. Desta forma, podemos pensar que estas universidades não fazem isso porque é certo, e sim porque sabem que se recorrerem ao governo, este processo será muito mais lento ou nem ocorrerá (como é visto pela greve).
O ponto focado pelo autor de que estes professores estão tirando renda da população pobre é algo totalmente extremista. Essa classe (sendo ela da classe A ou não) está no patamar que está por ter estudado muito em suas vidas, estão lá por méritos próprios e ainda estão fazendo o papel social de devolver ao governo tudo o que foi proporcionado a eles para estudarem; o problema é que todo mundo possui conta para pagar, e, por toda a sua história acadêmica merecem sim receber e muito bem do governo, pois fizeram por merecer. O que me faz entender pelo texto é que a política é voltada apenas para as classes baixas, sendo as altas dever de elas mesmas cuidarem de suas vidas, privatizando tudo. O erro: todos pagam impostos, sendo assim, dever do governo auxiliar todas as classes, pois privatizar tudo significa pagar duas vezes (já que a primeira foi paga através dos impostos).
Dar a desculpa de que precisa investir no Bolsa Família é um pano para abafar tudo o que deve ser feito no país. Melhorias no Brasil, como aumentar a renda dos mais pobres, dar incentivos verdadeiros aos estudos desta classe, melhorar o ensino fundamental (afinal, é fato de que há mais alunos de colégios particulares nas universidades publicas, que os de ensinos públicos), melhorar a vida dos professores de todos os tipos de ensinos, manutenir as escolas e faculdades públicas, são algumas das muitas que o governo teria sim capacidade de fazer, se não desse tanto dinheiro a quem nem possui tanto mérito assim (diga-se de passagem o parlamento, que, de acordo com varias entrevistas priorizam seus salários com idéias fúteis e sem justificativas consistentes para aumentos).
Para finalizar, o que todos devem entender é que, o governo é responsável por toda a população brasileira, seja ela de qual classe for, e, o que deve ser levado em conta é o motivo de determinada classe ter um salário significativo ou não. Sendo os professores que tiveram uma base escolar enorme, ou os pobres que são necessitados de uma formação. Saber dividir é o que falta no governo, e não criticar o suposto rico por reivindicar o que é dele também por direito. O que vale são os motivos e não a classe a qual a pessoa se classifica.