sexta-feira, 26 de julho de 2013

And that someone

Espero que se lembre dos momentos em que olhávamos para a lua. Um terreno solitário, o que os antigos diziam ser o local dos casais apaixonados, antes de nós, aquilo era apenas um local escuro. Aquelas árvores ganharam vida ao verem o amor fluir pelas conversas. Aquelas árvores ouviram boas músicas enquanto mostrávamos os nossos gostos um ao outro. Aquelas árvores sentiram o aconchego de um abraço e um beijo doce de amor. Elas não existem mais, mas esse amor sim. Seus olhos, aqueles doces olhos de dois anos atrás. Sim, eles continuam os mesmos. Os mesmos pelo qual me apaixonei. Não diria outra coisa a não ser “Let Them Talk”, porque poucos sabem a felicidade de amar alguém, e esse alguém também te amar. E esse alguém realmente te amar. Lembra-se? Então, por isso, deixe-os falar, pois eles, todos eles, não sabem o que é isso. Os meus dias ao seu lado tornaram-se quente, por saber que aqui também bate o seu coração. E eu te amarei até eu morrer... ao som de Hugh Laurie, eu te amarei até eu morrer, então deixe-os falar, pois poucos sabem o que é amar alguém e esse alguém também te amar. Mas eu sei.

domingo, 16 de junho de 2013

EU SOU BRASILEIRO E PRECISO DE VOCÊ TAMBÉM

EU SOU BRASILEIRO E PRECISO DE VOCÊ TAMBÉM. “De mim?” Sim, de você. Um dia você precisará se locomover, um dia você precisará ir ao pronto socorro, um dia você precisará sair de casa a noite e deixar pessoas em casa, um dia você precisará conversar com alguém.
Você não gosta de divulgar imagens de revolta, discursos políticos... mas isto não é. Eu juro, NÃO É.
Quando você fica no transito a culpa é do excesso de carro, e não é fazendo o revezamento de placa, ou colocando pedágio no centro da cidade (aqui não é como Londres que é projetada para isso), ou aumentando as ruas, que vai resolver. O transporte público é o único que pode ajudar nisso. Mas você sabe que para chegar ao seu trabalho as 8h, de carro, você sai de casa 6:30 ou 7h, que dirá se fosse de transporte publico. Além disso, ele é sujo, estranho e apertado... mas sabe por quê? Porque ele é o reflexo de quem o criou. Pessoas sujas, com interesses que, para você, parecem estranhos e feito em um lugar onde é muito apertado para aqueles que querem fazer algo direito. Entende agora o porquê de tudo isso ser assim?
Seu carro é mais aconchegante porque você não tem um transporte que tem ar condicionado, cadeiras boas, pessoas felizes e, o melhor, sem precisar dirigir. Utopia? Não, realidade em outros lugares. Ar condicionado é uma necessidade, cadeiras para todos é uma necessidade... e pessoas felizes? Consequência. Isso não é demais, é o que deveríamos ter com o que pagamos.
O que é o pronto socorro para você quando você tem plano de saúde? Agora, conte-me mais o que é o seu salário quando você paga o plano de saúde. Você o utiliza, mas o seu bolso dói a cada momento que você faz isso e se lembra do quanto este é necessário. Será que você faz ideia do que é ter problema no coração e não poder ligar para o seu cardiologista e marcar a data que fica melhor para VOCÊ? Não, não faz. Irritamos-nos por aguardarmos 1 mês... eles sofrem calados por aguardar 6 meses, ou até mais.
Seu plano é mais interessante porque você não tem um hospital em que você é atendido rapidamente, o médico lhe diagnostifica e mostra qual a sala para pegar os remédios gratuitamente. Utopia? Não, novamente realidade em outros lugares. Hospital de qualidade é necessidade, médicos bons e de todas as áreas são necessidades... você feliz quando sai de lá? Consequência. Isso não é demais, é o que deveríamos ter com o que pagamos.
Quando você sai de casa a noite e fecha toda a sua casa, liga todos os alarmes e avisa todos os vigias, você se sente seguro? Não. Afinal, não terá ninguém ao seu lado quando alguém lhe parar na rua, atirar em você, te molestar e levar o seu carro. Exagero? Você sabe que não. Desta vez não há ninguém inerte desse problema, apenas uns mais ou menos expostos. Mas isso é natural para você. Não ter o sentimento de que alguém lhe protege, de que alguém está em todo o lugar para lhe proteger (já que é o serviço deste), é comum para todos. Vivemos no faroeste então?
Sua vida com medo é normal porque você não tem uma casa de muro baixo, com uma porta de entrada com apenas uma fechadura, pessoas perambulando pelas ruas para manter a ordem. Utopia? Não, realidade em outros lugares. Seu muro pequeno é uma necessidade, sua casa com um ar de casa e não com ar de forte militar é uma necessidade, trabalhadores ganhando para zelar seu bem estar são uma necessidade... e você feliz? Consequência. Isso não é demais, é o que deveríamos ter com o que pagamos.
O que é as pessoas não sabendo ler, escrever e falar direito quando você estudou nos melhores colégios? Agora conte-me mais o que é o seu salário depois de pagar a sua unidade de ensino. É o seu futuro em jogo, porém, seus lazeres, sua comida e até um possível carro são deixados para a próxima quando você deixa boa parte do que ganha em alguma dessas unidades. Será que passa pela sua cabeça você não ter um professor para as aulas, ou ter um professor de biológicas dando “aula” de humanas porque não há professor suficiente? Não, claro que não. E aqueles que tem esse pseudo ensino também não sabem que passam por isso (raros sabem, por sinal).
Sua falta de dinheiro no mês é normal, porque não tem um ensino de qualidade, com profissionais bem remunerados, estimulados, com capacidade de cuidar de todos os seus problemas acadêmicos. Utopia? Não, outra vez, realidade em outros lugares. Escolas são necessidade, salas pequenas para o bom desempenho são necessidade, professores capacitados são necessidade... e todos sabendo realmente ler e incentivados a estudar? Consequência. Isso não é demais, é o que deveríamos ter com o que pagamos.
Mas então, depois de todo esse sonho de vida... qual o nosso papel nisso? ESTÁ EM TUDO. Trabalharemos, seremos bem remunerados, poderemos comprar e, obviamente, movimentaremos a economia brasileira. Todos, todos mesmo. Precisamos de pessoas trabalhando em todos os setores, e essas pessoas somos nós mesmos. Isso não é utopia, a economia pode melhorar se isso acontecer. A época de assistir a propagandas políticas enganosas já foi.
Votamos, mas aquele que escolhemos não nos representa. Temos que fazer as coisas com as próprias mãos, pois, só assim o governo vai ter de fazer algo. Hoje vivemos em um contexto que já existiu, basta conhecer a época Iluminista em que alguns reis fizeram o “despotismo esclarecido” para tentar manterem-se no poder. Política do pão e circo, despotismo, sociedade de classes, tudo isso ainda existe. Que tal lembrarmos-nos dos três princípios universais? "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" (Liberté, Egalité, Fraternité), frase de autoria de Jean-Jacques Rousseau, só assim conseguiremos melhorar e revolucionar o país.

sábado, 1 de junho de 2013

Paradise

É difícil compreender todo esse emaranhado de pensamentos. Mais difícil até de tentar sorrir falsamente a alguém... certo que aprendi a fazer isso facilmente depois de algum tempo, e, digo mais, aprendi com maestria.
Os assuntos estão jogados, assim como tudo em mim. Meus sonhos, meus medos, minhas preocupações, meus problemas, meus deveres, os deveres dos outros que eu tenho que cobrir... juro que tento me manter centrada, mas o mundo conspira contra.
O mundo? Qual é meu mundo? É fato que se a Coreia do Norte entrar em guerra com o resto do mundo será um impacto para mim... mas ela não faz parte realmente do meu mundo. Digo o mesmo sobre o Oriente Médio... a América do Norte... o resto do Brasil. Meu problema, alias, meus problemas são aqui mesmo, no estado que, diga-se de passagem, eu acho o mais legal do meu país... mesmo que ele me cause tantas dores de cabeça. Meu mundo é aqui, e é ele que conspira contra...
Contra o que? Contra tudo. Eu almejo algo simples por esse ano... eu não almejo mais nada... apenas isso. E o que fazem? Alias, o que um "você" em particular faz? Passa por cima de tudo o que sonho e acredito para poder aproveitar o que o real tem para lhe proporcionar. Lhes proporcionar. O "você" talvez seja "vocês". Seja ou Sejam? Conjugo em qual tempo? Sofro em qual momento? Quanto tempo eu tenho?
A ideia flui. Mas que ideia? Qual a matéria que temos para hoje? Algo abstrato. Um texto acabado. Sem conexão. Sem paixão. Minto, paixão tem muita, mas rimou. Não acho que alguém teria o trabalho de ler. Nem eu leria. Nem eu perderia o meu tempo. O que faz alguém se importar com o que outro alguém escreve? "Coisa" mais retrô.
Para quem eu endereço este emaranhado de nada a ver'es? Mas já vou acabar? Não. Não de não sei.
Faz tempo que não paro para escrever. Faz tempo que não paro para ser eu mesma. Faz tempo que não paro para refletir. Por favor, me dê mais tempo. Tempo... Tempo, sr. Tempo, me dê mais de você. Eu preciso. Sofrer calado e, pior, sofrer sabendo que precisa desse sofrimento significa ser recompensada no final? Qual é o final? Existe um feliz para sempre? Se não, ao menos diga que uma felicidade temporária existe... até que eu descubra qual é meu próximo objetivo.
Necessito de liberdade, interminável, inabalável. Ser feliz não é a palavra, pois sou, e muito, mas a liberdade me falta. A liberdade me fascina, me apaixona... ser solitário é a pior consequência, mas de resto... deve ser linda.
Não sei como terminar. Não sei se devo terminar. Mas, uma coisa eu sei, sei que devo me controlar, me guardar, me esconder... para um dia poder voar. Voar com alguém que queira voar comigo. Ou sozinha. Apenas isso. Mas como tudo em minha vida, deixarei para o futuro, pois neste momento não posso fazer isso. Não posso fazer nada. Não posso libertar o meu eu, o meu amor, os meus sentimentos e pensamentos. Até breve, hoje, amanhã, fim do ano, quem sabe.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

New Year

Por favor, me dê inspiração para escrever algo que preste aqui neste segundo dia do ano. Deixei tudo de lado em 2012, ideias, ideologias, amizades, amores, tudo. Peço perdão aqui. Ao som de Zeca Baleiro e aos olhos de Audrey Hepburn digo que sinto falta das minhas ideias que estão a margem das ideias tradicionais. 
Esse jeito diferente, aquele jeito interessante que me levava a sorrir o tempo todo é, posto que voltará, o que me fazia ser eu, e não mais uma imagem fabricada para o público aplaudir. Sinto-me na necessidade de expor tudo o que eu sinto o tempo todo para as pessoas certas, é claro. Posso dizer que deixei de ser explosiva com minhas emoções, minhas ações, meus jeitos e gestos. Isso é bom, pois aprendi a ser controlada... o que é ruim horas algumas. Interessante contar os meus sonhos diferentes e grandes, os quais vou atrás com garras. E posso dizer que foi por isso que deixei de ser eu mesma no ano que passou. Não dizem ser facil, e nem esperava que fosse, mas é dificil ao ponto de deixar de ser eu mesma necessário para poder voltar aos meus conformes.
Sinto o ar entrar em meu corpo, ar de coisa nova, diferente, inesperada! Boa, eu espero ao menos. Desejo a todos e a mim felicidade e saúde. Determinação eu sempre tive, então não preciso desejar isso... mas, já controle... isso eu preciso. Então, este ano novo, vou sorrir para felicidade com a boca inteira, e não apenas meia. Afinal, não quero meu ano meia boca.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Greve dos professores das Universidades Federais

Após a leitura do texto Greve remunerada nas universidades federais do jornal Folha de S.Paulo fiquei realmente incrédula de como algumas pessoas encaram esta greve.
De fato, os professores grevistas estão recebendo pela sua greve e isto é errado, concordo plenamente com este ponto do texto. Contudo, isso não significa que estes professores queiram o aumento de impostos. Isto é um absurdo, pois, com todos os impostos que pagamos, o governo possui total capacidade para um aumento digno.
Além disso, o texto diz que a greve é somente com o intuito de aumento salarial, sendo este um absurdo, pois eles reivindicam três coisas: aumento salarial, melhoria nas condições de trabalho e reformulação do plano de carreira. O governo cedeu teoricamente um aumento de 45%, mas, diferente de como a população está sendo informada, este é para apenas uma ou duas classes de professores (sendo no total 4), e, de acordo com a inflação dos anos, apenas essa classe teria um aumento de mais de 9%, já as outras ficariam em prejuízo com o aumento inflacionário, tendo assim seu salário diminuído.
O texto também diz que, sendo os professores os mais qualificados e de maior graduação educacional perante a sociedade, eles tem total capacidade de sustentar-se por fora, sem pedir sequer aumento ao governo. Este também cita instituições que utilizam verba externa (privada) para melhorar a faculdade, e as elogia por isso. Porém, minha visão sobre este fato é de que, o governo federal é o responsável pela faculdade, seja sua manutenção, ampliação ou/e segurança, não cabendo aos doutores da faculdade recorrer somente a verbas externas para auxiliar a Universidade. Desta forma, podemos pensar que estas universidades não fazem isso porque é certo, e sim porque sabem que se recorrerem ao governo, este processo será muito mais lento ou nem ocorrerá (como é visto pela greve).
O ponto focado pelo autor de que estes professores estão tirando renda da população pobre é algo totalmente extremista. Essa classe (sendo ela da classe A ou não) está no patamar que está por ter estudado muito em suas vidas, estão lá por méritos próprios e ainda estão fazendo o papel social de devolver ao governo tudo o que foi proporcionado a eles para estudarem; o problema é que todo mundo possui conta para pagar, e, por toda a sua história acadêmica merecem sim receber e muito bem do governo, pois fizeram por merecer. O que me faz entender pelo texto é que a política é voltada apenas para as classes baixas, sendo as altas dever de elas mesmas cuidarem de suas vidas, privatizando tudo. O erro: todos pagam impostos, sendo assim, dever do governo auxiliar todas as classes, pois privatizar tudo significa pagar duas vezes (já que a primeira foi paga através dos impostos).
Dar a desculpa de que precisa investir no Bolsa Família é um pano para abafar tudo o que deve ser feito no país. Melhorias no Brasil, como aumentar a renda dos mais pobres, dar incentivos verdadeiros aos estudos desta classe, melhorar o ensino fundamental (afinal, é fato de que há mais alunos de colégios particulares nas universidades publicas, que os de ensinos públicos), melhorar a vida dos professores de todos os tipos de ensinos, manutenir as escolas e faculdades públicas, são algumas das muitas que o governo teria sim capacidade de fazer, se não desse tanto dinheiro a quem nem possui tanto mérito assim (diga-se de passagem o parlamento, que, de acordo com varias entrevistas priorizam seus salários com idéias fúteis e sem justificativas consistentes para aumentos).
Para finalizar, o que todos devem entender é que, o governo é responsável por toda a população brasileira, seja ela de qual classe for, e, o que deve ser levado em conta é o motivo de determinada classe ter um salário significativo ou não. Sendo os professores que tiveram uma base escolar enorme, ou os pobres que são necessitados de uma formação. Saber dividir é o que falta no governo, e não criticar o suposto rico por reivindicar o que é dele também por direito. O que vale são os motivos e não a classe a qual a pessoa se classifica.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Made in Canada

Ele sorriu; ela amou. Ele partiu; ela chorou. Ele sumiu; ela procurou. Ele; ela. Mas ele cresceu... e ela também.
Seria história de filme se eu não soubesse que é verdade. E que história é essa? A história de um sentimento grande, muito grande, tão grande que se eu pudesse mensurar, eu diria 9 anos.
Escondido, vivo, imperceptível quando não estimulado. Contudo, bastou uma foto e uma notícia que tudo voltou. Sentimento hábil, forte e persistente, estava lá o tempo todo; venceu a distancia, os anos e todos os olhares de desaprovação.
“Ele nunca me deu adeus, e hoje estamos aqui”. Quando o amor é forte e verdadeiro, por mais que haja dificuldades, ele persiste, seja aqui ou no Canadá. E, só uma coisa... quem foi que disse que o primeiro amor não é para a vida toda?

domingo, 8 de julho de 2012

Nada Clichê

(REPOSTAGEM)

E pensar que ela sequer percebeu seus olhos; e pensar que ela sequer sentiu sua presença. Olhos profundos... mas não mais que seu sorriso. Felicidade ambulante, movido a livros e a família. Adulto e criança. Sentimental e racional. Antíteses, ele é feito de antíteses.
Adequou-se bem a ela; felicidade que mal cabe dentro de si mesma. Se eu fosse repetir tudo o que está no parágrafo acima este ficaria tão cansativo, então se resume em um idem. Mas ele, ao contrário dela, já havia a percebido; ela não era mais uma na multidão... na verdade era, mas ele sabia de sua existência.
Teorias de amores falhos, madeixas desarrumadas, praças, noites de sábado, tardes de domingo, páscoa, bolsa lambuzada, uma flor surpresa, duas mãos entrelaçadas, um eu te amo sincero sendo respondido com um idem de dúvida... Dúvida? Sim, dúvida. Duvida que cessou em pouco tempo, claro. Esta foi uma breve enumeração que resumem 30 dias de Abril. Sweet April. Ele não volta, ele não sente a falta daquele casal, ele não muda em nada; o tempo não tem inveja da felicidade, nem o Abril, nem o 2011. Nada é capaz de acabar com tudo isso; não é eterno, é mais que isso, é até quando eles não se perderem, até quando eles forem aqueles que se conheceram. Se eles nunca mudarem de forma drástica, perdendo o encanto do começo, nenhum império cai por terra.
“Nunca caia na minha rotina” esse foi, talvez, o único pedido dentro desse romance. Ambos cumprem bem o tal, e por isso, imagino que isso durará muito tempo, mas não posso colocar um Era uma vez no começo, primeiro porque eles não são da idade média, e segundo porque eles não são o típico casal que aceita coisas clichês e doriana’s da vida.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Minha


Taí, eu pensei nunca dizer tudo o que eu pudesse dizer, só para não contar o que sentia... Mas, vai... Tudo o que eu procurava, tudo o que eu amava era só um monte de coisa... Um monte de sonhos... Um monte de... Você. E sentar, com aquele seu riso bobo, que me deixa mais louco de amores por ti... E saiba que mesmo em prosa isso é um samba, que eu recito enquanto canto em frente desse papel. O céu... o tal céu que sempre a testemunha do amor, de vários e vários casais que dançam frente a ele... e mais ninguém. Sinta como uma dança que vai embalando, e a risca você vai dançando, como alguém que segue um ritmo. Se poder dar o nome para essa melodia, saiba que será “Minha”... não a musica, mas você.


Shay Esterian

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Sociedade mesmo?


Baixo. Extremamente baixo. Nojento, depravado e, claro, a imagem explícita que prova o declínio da sociedade com esse estilo chamado Funk. Claro, digam que funk é somente um estilo musical como qualquer outro, e, por que não, o melhor estilo criado até hoje.
Poupem-me de idéias chulas e sem conhecimento, uma criatura que ouve este tipo de musica mostra nada além que é de classe cultural baixa, e lembrem-se, cultura não é para quem tem dinheiro, e sim para quem tem interesse em contribuir para sua capacidade mental, vulgo cérebro, que para muitos é simplesmente uma grande massa cinzenta sem utilidade.
Não possui conteúdo, incentiva a depravação do ser humano, a violência e ao que, perante a lei dos supremos tribunais até as leis religiosas, é visto como errado. Filósofos dizem que não existe errado ou ruim, existe a ausência do certo e a ausência do ruim; pode parecer a mesma coisa, porém, em estudos rápidos vocês poderão perceber a diferença. E, visto desse olhar filosófico, vemos o quanto a ausência do certo nos faz agirmos feito animais, criaturas sem sequer uma razão, apenas agindo pelo impulso e instinto.
Chego então a concluir que, talvez todos nós sejamos assim, que sem as leis sociais nós seriamos simples reprodutores dos instintos animais; contudo, diante desse vídeo, mesmo com todo esse publico carente de cultura por opção, vejo pessoas, homens, tão homens quanto aqueles do vídeo, indignados, totalmente perplexos com toda aquela depravação e talvez até um bacanal da era moderna, e essa indignação me faz enxergar que ainda existem pessoas com o certo e o bem dentro de si (não estou dizendo que aqueles eram errados e ruins, talvez eu até queira dizer isso, contudo, a ética me pede para dizer que eles são apenas pessoas com ausência das tais “qualidades”).
Socialmente ou religiosamente, aquilo é uma vergonha, e, cá para nós que a religião não implica muito neste caso, o fato na verdade é social. Sociedade, do latim societas, que significa associação amistosa com outros, deixou ou caminha para deixar de ter este significado, para ser apenas uma palavra vazia que generaliza um grupo de animais chamado de homo-sapiens-sapiens que vivem em completa ausência de harmonia.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

É só o vento lá fora

É fácil pensar que os nossos medos são, sem exceção, apenas o vento lá fora. Somente o medonho vento. Talvez tenha sentido essa idéia... já reparou como nos sentimos aflitos ao ouvir a ventania em nossa janela? Aquele som agudo, atormentador; ele nos assusta, nos faz querer fechar tudo possível para detê-lo; porém, quando este está distante, nem lembramos de sua existência, longe, as vezes como uma brisa que nos faz sentir frio e pedir para algum ser superior para que esta cesse quando nos encontramos sozinhos, já se estamos com alguém este nos aquece e esquecemos da existência daquela brisa.
Assim são os nossos medos. Quando estes estão perto nos assustam, nos faz querer fugir para algum local seguro. Quando longe, nos sentimos firmes e intactos, inatingíveis. Quando aparecem leves como a brisa e estamos sozinhos queremos que cessem logo, pois receamos que aumentem ou que, simplesmente, nos lembre de suas existências; já, quando nos encontramos acompanhados, mesmo que nos lembremos dos medos, nos sentimos fortes para agüentá-los e, com isso, nos esquecemos dos tais.
O vento, o medo, o vento, o medo... é só o vento lá fora... é só o medo lá fora... ambos querendo entrar... ambos querendo atenção... ambos nos assustando... sentimos medo do vento, sentimos medo do próprio medo. E assim a vida segue... ambos nunca pararão, mas, com o decorrer da vida, aprendemos a lidar com eles... ou não.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Ano novo

Estou sentada na minha sacada... sacada da minha outra casa, que na verdade é um apartamento, porque a que eu moro mesmo não há. São... três e quinze da manhã do dia 31 de dezembro de 2011... ultimo dia do ano. O frio não está agradável, mas estou tentando ignorá-lo, mesmo com meus dedos pedindo por algo quente... Ok, eu vou pegar uma blusa, frio... você venceu! Nunca amei tanto moletons extra-largo da GAP como os amo agora! RS. Agora, aquecida, posso filosofar sobre meu 2011.
Talvez não tão meu... mas, o nosso ano de 2011 passou voando. Foi um piscar de olhos e nós chegamos onde chegamos... conquistamos o que pudemos levar e deixamos pra trás o que era demais para nossos braços. Fomos felizes, fomos tristes. Choramos. Ouvimos Adele com Someone Like You e caímos aos prantos... também ouvimos Black do Pearl Jeam e pensamos na nossa vida e, porque não, choramos também!
Sinto-me na necessidade de lembrar onde eu estava na virada do ano de 2010 para 2011... em casa, minha mãe, meu exnamorado e eu. Lembro-me que abri uma champagne com a minha mãe e, sentada no chão da cozinha, olhei para minha mãe e disse “esse ano será melhor! Você verá!”; logo, mesmo triste com meu ex, fui até a garagem e, vendo os fogos ao longe, dissemos que tudo melhoraria. Os votos feitos por minha mãe e eu aconteceram... já os do meu ex, nem tanto. Nos separamos logo; descobri o que era viver com rejeição, desinteresse, desprezo e ainda sim ouvir essa pessoa que fazia tudo isso dizer que me amava compulsivamente. Ele não era um cara ruim, não mesmo. Só... não éramos felizes um com o outro.
Aprendi a me virar sozinha, a ser sozinha, a não depender uma virgula de quem não é meu porto seguro (vulgo poucos melhores amigos). Descobri uma felicidade diferente, pessoas diferentes, pessoas que fizeram meu 2011 ser melhor que meu 2010... conheci melhor alguém que me faria feliz compulsivamente e que, por enquanto, ainda consigo encontrar nele uma muralha que me afasta das maldades do mundo, que me protege, mas que em nenhum momento me prometeu ficar para sempre. Não, eu não gosto de lidar com coisas que acabam... mas ao menos elas não mentem para nós; um dia elas acabam, só não sabemos quando. Cresci muito, fui muito feliz, e ainda sou muito feliz. Imagino que esse seja o grande sentido de cada ano que chega.
Parando de falar um pouco de mim e falando do mundo que vivemos; Deus, obrigada pelas dádivas, mas perdoai aqueles que fizeram coisas mais grotescas e tenebrosas que em anos anteriores. Houve coisas boas e ruins, não sei dizer qual dessas se sobressaiu mais, mas fiquemos felizes pelas boas.
Não sei dizer mais coisas com nexos, estou apenas curtindo o meu CD da Adele e assistindo a rua dessa capital maravilhosa... bem desanimada por sinal. Gostaria de pedir que quem lesse este projeto de texto postasse aqui embaixo o que lhe aconteceu de melhor em 2011, sabe, aquilo que você acha que mudou sua vida! E também o que espera de 2012, um sonho VERDADEIRO, aquele bem do coração... Se possível, lembrem-se que escreveram aqui no começo do ano para no fim de 2012 lembrarem-se e verem se o concretizaram.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sentir

Sinto-me necessitada de um abraço seu
Sinto-me precisada de uma doce palavra sua
Sinto-me enfraquecida por ter-lhe tão longe de mim
Sinto-me esquecida ao ver o mundo girar tão rápido em sua vida
Sinto-me no direito, então, de lembrar-lhe que não sou de ferro e estou aqui por você.


Shay Esterian

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ultimo tango em paris e o sentido da solidão

Filmado em 1972, conhecido não somente por ter um grande ator como principal, mas também pelo fato de conter uma cena conhecida mundialmente como a tal “Cena da Manteiga”. Há pessoas que assistiram e acharam o filme um lixo, outros totalmente erótico, contudo, a pura verdade é que este filme é mais filosófico que muitos outros que conhecemos.
Seu enredo se passa basicamente num apartamento relativamente degradado na Rua Jules Verne, em que Jeanes e Paul se encontram, dois completos desconhecidos, unidos pelo acaso graças a um letreiro de aluga-se. Ambos não sabem seus nomes e, ordenado por Paul, viverão uma relação baseada em sexo e total anonimato; o mundo real fica do lado de fora daquela velha porta, ali dentro, somente isso.
Paul e Jeane são figuras que representam respectivamente o ser humano perdido no desespero de uma vida e velhice conturbada e triste, e também o homem em completa vivacidade e felicidade da juventude, porém, ambos em busca de uma razão para a vida, tentando achar em algum lugar o sentido de suas vidas vazias.
Jeane mostra como a juventude nunca está contente com o que possui e por isso mente descaradamente para sempre ter mais; já Paul, com sua vida caminhando para a velhice, mostra a sabedoria, a ira e a sensatez de preferir não falar a mentir.
Com este enredo é possível perceber como o ser humano se afeiçoa a algo sujo e impuro, com nítidas demonstrações de degradação humana e insanidade; como conseguimos agir com sensatez e em frações de segundos nos libertamos de regras impostas por tudo, todos e até por nós mesmos. Essa explicita representação do ser humano nos assusta ou nos fascina, podendo ocorrer os dois sentimentos separadamente ou não.
A tão comentada cena da manteiga é muito mais do que uma simples cena de sexo anal, pois, se fosse somente isso, este filme seria considerado apenas um pornô, caso que é muito distinto do real. A cena em que Paul se relaciona com Jeane inicialmente contra sua vontade por seu orifício anal, unido ao seu rosto amedrontado por abrir um buraco oco no chão de taco velho e tudo o que estes proferem sobre o que a sociedade nos impõe e nós fazemos naturalmente, nos mostra como a nossa vida é vazia e como procuramos de forma egoísta supri-la com luxuria e futilidade, invadindo todos os buracos de forma inconseqüente e sem qualquer respeito ao privativo de algo ou alguém.
Por fim, o filme termina esplendidamente triste, real e completo com Paul que finalmente no fim da vida descobre o seu sentido de vida e de amor, porém, morto por Jeane, que não compreendia pela sua juventude faminta apenas diversão mesmo acreditando firmemente que aquela excitação que sentia natural de uma jovem repreendida nos costumes locais em busca do desconhecido era amor. Ou seja, o choque da juventude com a velhice é o mais perfeito sentido do motivo do ser humano ser do jeito que é.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Esse tremendo desapego

Sentir a solidão da multidão. Chorar pelas ruas movimentadas. Obviamente isso não seria normal. Obviamente essas ações são de uma pessoa frágil e infantil.
Fragilidade de aço; infantilidade de idosos. Peço perdão por ser assim. Um erro. Literalmente sou um erro que não deveria existir.
Sirvo para dar alegria, por isso, não me permitem sofrer. Sofro por coisas banais, sofro em silencio, com vergonha dos motivos pelo qual sofro.
O desapego do mundo. A minha falta de importância para as pessoas. Eu somente queria uma demonstração de importância.
Alguém pode me ouvir? Alguém me lerá?
Não. Ninguém sequer me notará.

domingo, 9 de outubro de 2011

Nada clichê

E pensar que ela sequer percebeu seus olhos; e pensar que ela sequer sentiu sua presença. Olhos profundos... mas não mais que seu sorriso. Felicidade ambulante, movido a livros e a família. Adulto e criança. Sentimental e racional. Antíteses, ele é feito de antíteses.
Adequou-se bem a ela; felicidade que mal cabe dentro de si mesma. Se eu fosse repetir tudo o que está no parágrafo acima este ficaria tão cansativo, então se resume em um idem. Mas ele, ao contrário dela, já havia a percebido; ela não era mais uma na multidão... na verdade era, mas ele sabia de sua existência.
Teorias de amores falhos, madeixas desarrumadas, praças, noites de sábado, tardes de domingo, páscoa, bolsa lambuzada, uma flor surpresa, duas mãos entrelaçadas, um eu te amo sincero sendo respondido com um idem de dúvida... Dúvida? Sim, dúvida. Duvida que cessou em pouco tempo, claro. Esta foi uma breve enumeração que resumem 30 dias de Abril. Sweet April. Ele não volta, ele não sente a falta daquele casal, ele não muda em nada; o tempo não tem inveja da felicidade, nem o Abril, nem o 2011. Nada é capaz de acabar com tudo isso; não é eterno, é mais que isso, é até quando eles não se perderem, até quando eles forem aqueles que se conheceram. Se eles nunca mudarem de forma drástica, perdendo o encanto do começo, nenhum império cai por terra.
“Nunca caia na minha rotina” esse foi, talvez, o único pedido dentro desse romance. Ambos cumprem bem o tal, e por isso, imagino que isso durará muito tempo, mas não posso colocar um Era uma vez no começo, primeiro porque eles não são da idade média, e segundo porque eles não são o típico casal que aceita coisas clichês e doriana’s da vida.